Impressora matricial: conheça suas origens

Criada nos anos 1970, a impressora matricial se mantém presente no século XXI

O conceito da impressora matricial tem como base a máquina de escrever, que durante a segunda metade do último século foi dominante nos escritórios, até a revolução digital causada pelos computadores. “Uma máquina de escrever funciona de forma mecânica, ela deixa marcas no papel através do impacto. Quando se aperta uma tecla o mecanismo acionado movimenta uma alavanca que deixa sua marca em uma fita de tinta e consequentemente no papel”, explica o cientista da computação, Anderson Fernandes.

impressora matricial

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“A impressora matricial opera, teoricamente, com o mesmo processo, mas usando mecanismos eletrônicos. Parece algo fora da realidade atual, mas a tecnologia passa por constantes processos de evolução”, acrescenta Anderson. Ainda segundo ele, nos modelos mais presentes no mercado, a cabeça de impressão é composta por uma série de agulhas reposicionáveis, que em contato com a fita com tinta, vão imprimir com micro pontos linhas verticais ao longo da página. “Assim, a impressora matricial vai desenhando verticalmente cada uma das letras até formar as palavras e frases digitadas no computador”, complementa o técnico de manutenção Hugo Ortiz.

A impressora matricial surgiu nos Estados Unidos em meados da década de 1970 e dominou as vendas por cerca de vinte anos, tanto para residências como em empresas. O panorama só se modificou com a entrada das impressoras jato de tinta no mercado. A impressora matricial foi desenvolvida pela Digital Equipament Corporation, de Massachusetts, que lançou no mercado a linha LA. Uma das concorrentes da Digital na época foi a também americana Centronics, com seu modelo 101.

“Foi a Centronics quem concebeu a famosa entrada “porta paralela” que se tornou o padrão para impressoras até a virada do século, vindo a ser substituída pela porta USB”, revela o técnico Hugo. No final dos anos 1970, a Epson e a IBM entraram no mercado para consolidar a distribuição da impressora matricial.

Atualmente, a impressora matricial é mais utilizada em empresas, em especial, para a impressão de texto: como duplicatas, notas fiscais ou ordens de serviço. Por usar uma cabeça de impressão de impacto, a impressora matricial é capaz de impressões de cópias idênticas com o uso de papel carbono. Pode parecer estranho, mas esse uso ainda é comum, como quando compramos algum produto que exija nota fiscal no supermercado. É possível reconhecer essa prática pelo papel de impressão, com as bordas furadas e destacáveis.